O preço do boi gordo encerrou a primeira semana de novembro com novas altas, segundo reportagem do Globo Rural. Na sexta-feira (6/11), o indicador Cepea/Esalq, baseado em negócios realizados no Estado de São Paulo, chegou a R$ 392,70 por arroba, valor recorde real da série histórica, deflacionado pelo IGP-DI. De acordo com a reportagem, a alta foi sustentada pela restrição de animais prontos para abate e pela demanda consistente por carne bovina, o que ampliou a disputa entre frigoríficos pela matéria-prima.
Média de outubro também foi recorde
Segundo o Globo Rural, a média de outubro do indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) foi de R$ 379,55 por arroba, também recorde real da série. O valor representa alta de 7,5% em relação a setembro e de 17,75% na comparação com outubro de 2025, em termos reais.
Na primeira semana de novembro, a cotação acumulou avanço de 0,72%, de acordo com o mesmo levantamento.
Atacado da carne e outras praças
No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carne com osso também se valorizou em outubro, embora em ritmo inferior ao do boi gordo. Ainda segundo o Cepea, a média da carcaça casada ficou em R$ 25,69 o quilo, com alta de 5,72% sobre setembro e de 14,31% na comparação anual, em termos reais.
A Scot Consultoria informou, também na sexta-feira, que o boi gordo subiu R$ 3 nas praças de Araçatuba e Barretos, no interior paulista, para R$ 390 a arroba. A vaca avançou R$ 2, para R$ 362 a arroba, e os valores do "boi China" e da novilha não tiveram alteração. Em Rio de Janeiro, a cotação também subiu na comparação diária. Nas demais 30 regiões monitoradas pela consultoria, os preços permaneceram estáveis.
O que deve pesar nos próximos meses
Pesquisadores do Cepea, citados pelo Globo Rural, avaliam que o comportamento do mercado deve depender, sobretudo, da evolução da oferta de animais terminados, da capacidade de repasse dos reajustes ao longo da cadeia e da sustentação das demandas interna e externa por carne bovina.
A reportagem sinaliza que, após os recordes de outubro, o movimento de alta do início de novembro segue a mesma lógica de oferta restrita e demanda aquecida.