A coronel QOPM Sueli Ferreira dos Santos tornou-se a primeira mulher a assumir a chefia do Estado-Maior (CHEM) da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), segundo o portal O Novo Poder. A função é uma das principais de direção da corporação e envolve a coordenação e o acompanhamento de atividades estratégicas, administrativas e operacionais. A oficial soma mais de 22 anos de serviços prestados à segurança pública.

Formação e trajetória na corporação

Sueli Ferreira dos Santos ingressou na PMTO em 2 de fevereiro de 2004. É graduada em Segurança Pública, Direito e Filosofia, com especializações em Direitos Humanos e Cidadania e em Ciências Jurídicas. Também concluiu o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO) e o Curso Superior de Polícia (CSP).

Ao longo da carreira, exerceu as funções de assessora de Comunicação da PMTO, subcomandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), subcomandante do Comando Regional de Policiamento da 1ª Região (CRP-1) e comandante do Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e de Divisas (BPMRED).

Comando do BPMRED e Operação Canguçu

À frente do BPMRED, a oficial atuou diretamente no terreno, ao lado da tropa, durante os 39 dias de mobilização da Operação Canguçu, uma das maiores operações policiais realizadas no Tocantins. Segundo O Novo Poder, o período está entre os mais significativos de sua carreira.

Durante o comando, ela criou o I Curso de Operações de Divisas (COD) da PMTO, que recebeu a numeração 01. Após 115 dias de formação, os alunos conquistaram a identificação operacional de Caçadora 01. Também promoveu o IV e o V Cursos de Policiamento de Trânsito Rodoviário (CPTR).

Promoção a coronel e chefia do Estado-Maior

Em dezembro de 2025, Sueli foi nomeada assessora especial de Ações Estratégicas da Casa Militar do Estado do Tocantins, em atuação voltada à segurança institucional, à proteção de autoridades e à integração interinstitucional. Em 21 de abril de 2026, alcançou o posto de coronel, o mais elevado da carreira de oficiais da PMTO. Ela foi a única mulher entre os 11 militares promovidos naquela ocasião.

Com a ascensão à chefia do Estado-Maior, a coronel leva para a função a experiência no comando do policiamento especializado e na gestão estratégica, segundo a reportagem. A atuação deve contribuir para o planejamento, a coordenação e o fortalecimento das ações da corporação.