A Prefeitura de Palmas afirmou que o Sindicato dos Motoristas do Estado do Tocantins (Sintromet) descumpriu, nesta terça-feira (3), a decisão judicial que determina um percentual mínimo de ônibus em circulação na capital. A greve dos motoristas do transporte coletivo começou às 4h e deixou as estações lotadas no início da manhã, segundo o g1 Tocantins.
O que a decisão determina
A prefeitura obteve liminar no sábado (31), concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). A decisão exige a manutenção de, no mínimo, 80% da frota e do quadro de motoristas nos horários de pico, entre 5h30 e 8h30 e entre 17h e 20h. Nos demais horários, o percentual mínimo é de 70%.
Pela decisão, o descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 30 mil, de acordo com o sindicato.
O que diz cada lado
A prefeitura declarou que os percentuais não foram cumpridos e que vai acionar a Justiça novamente. Em nota, o município afirmou que, embora a paralisação esteja ligada a uma questão trabalhista entre o Sintromet e a concessionária, reafirma seu compromisso com a qualidade do transporte coletivo e espera que as partes busquem uma solução pelo diálogo e pela negociação.
O Sintromet informou que vai manter a greve e cumprir os percentuais enquanto a decisão estiver em vigor, mas pretende recorrer e pedir a redução dos índices e a mudança na forma de cálculo. O sindicato também afirma que o Tribunal não proibiu nem suspendeu a paralisação, apenas fixou os percentuais mínimos de funcionamento.
Reivindicação dos motoristas
Segundo o sindicato, os trabalhadores cobram a aplicação do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. A categoria afirma que a Sancetur, concessionária do serviço, não apresentou nova proposta nas negociações mediadas pelo Ministério Público do Trabalho desde junho. A greve foi aprovada em assembleia realizada em 23 de outubro.
Na volta para casa, no início da noite, as estações registraram movimentação tranquila, de acordo com o g1 Tocantins.
Versão da concessionária: a reportagem de origem não registra posicionamento da Sancetur.
Nesta reportagem, o g1 Tocantins não obteve retorno do Sintromet até a publicação, segundo o veículo.