Um número de celular vinculado ao Tocantins teria levantado suspeitas de uma possível tentativa de fuga do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, segundo afirmou o advogado Ângelo Carbone, representante da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, em entrevista ao portal LeoDias.
De acordo com a publicação, Carbone sustenta que o registro telefônico com DDD 63, correspondente ao estado do Tocantins, seria um “indício veemente de movimentação fora de São Paulo”. O advogado alega que o dado foi anexado a um mandado de segurança protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, que pede o retorno do casal ao regime fechado.
“Se ele tem o telefone e está atendendo lá, é evidente que ele vai se mandar pra lá. Ele só cumpriu 40% da pena”, teria dito Carbone, segundo o portal.
O documento também afirma que o casal vive atualmente em um apartamento de luxo em Santana, na zona norte da capital paulista — o mesmo bairro onde ocorreu o crime em 2008 — e que vizinhos relataram temor com a presença dos dois.
Em 26 de setembro, o desembargador Luís Soares de Mello, relator do processo, negou o pedido liminar, alegando falta de “provas concretas e objetivas” das irregularidades apontadas. O processo, contudo, segue em andamento para coleta de novas informações.
Os advogados de defesa de Alexandre e Anna Carolina, Roberto Podval e Marcelo Raffaini, afirmaram em manifestação ao tribunal que as acusações são infundadas e que tomaram conhecimento do mandado “pela imprensa”.
O casal foi condenado em 2010 pelo assassinato de Isabella Nardoni, filha de Alexandre, então com cinco anos, morta em 2008. Atualmente, ambos cumpririam pena em regime semiaberto.
Até o momento, a defesa não se manifestou publicamente sobre as novas alegações envolvendo o número telefônico supostamente registrado no Tocantins.
Fonte: Portal LeoDias
