A doença falciforme é uma condição genética e hereditária que afeta os glóbulos vermelhos do sangue e pode provocar anemia crônica, episódios de dor intensa e outras complicações de saúde. Para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reforça a necessidade de identificar a doença ainda nos primeiros dias de vida e garantir acompanhamento contínuo aos pacientes.
A doença ocorre devido a uma alteração na hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Essa alteração pode fazer com que as células vermelhas adquiram um formato semelhante ao de uma foice, dificultando a circulação sanguínea e comprometendo a oxigenação dos tecidos.
Segundo o médico hematologista responsável técnico da Hemorrede, Dr. Rodolfo Vargas, conhecer a doença e reconhecer seus sinais são medidas essenciais.
“A doença falciforme é uma condição genética que exige acompanhamento durante toda a vida. Quando conseguimos identificar precocemente e iniciar o tratamento adequado, reduzimos os riscos de complicações e proporcionamos melhores condições de saúde aos pacientes.”
Como identificar a doença
O diagnóstico pode ser realizado ainda nos primeiros dias de vida por meio do teste do pezinho, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O exame permite identificar alterações na hemoglobina e encaminhar a criança para avaliação especializada.
Entre as manifestações da doença estão anemia, cansaço, palidez, episódios de dor, inchaço nas mãos e nos pés, especialmente em crianças pequenas, e maior suscetibilidade a determinadas infecções. Os sintomas variam conforme o paciente e a gravidade da condição.
“O teste do pezinho é fundamental porque permite identificar a doença logo no início da vida. A partir do diagnóstico, a criança pode receber acompanhamento especializado, vacinação adequada e os cuidados necessários para prevenir complicações”, reforçou o médico hematologista da SES/TO.
Tratamento e qualidade de vida
Embora seja uma condição crônica, a doença falciforme pode ser acompanhada e tratada.
O tratamento depende das necessidades de cada pessoa e pode incluir acompanhamento com hematologista, vacinação, prevenção de infecções, medicamentos específicos, transfusões sanguíneas quando indicadas e outros cuidados especializados, conforme estrutura disponível em cada unidade.
Assistência especializada no Tocantins
No Tocantins, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), por meio da Hemorrede Estadual, oferece acompanhamento especializado às pessoas diagnosticadas com doença falciforme. A assistência inclui atendimento hematológico e acompanhamento multiprofissional, com serviços de medicina, enfermagem, odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia, conforme a estrutura disponível em cada unidade.
A rede estadual conta com atendimento especializado em Palmas e Araguaína, contribuindo para o acompanhamento contínuo dos pacientes e a prevenção de complicações relacionadas à doença.
Além disso, o Tocantins disponibiliza a Carteira de Identificação da Pessoa com Doença Falciforme, documento gratuito que auxilia na identificação dos pacientes e no acesso ao atendimento adequado, especialmente em situações de urgência e emergência. A solicitação pode ser feita pelo serviço digital do Governo do Estado.
Para mais informações sobre esse serviço, a população pode entrar em contato com a Gerência dos Ambulatórios de Hematologia do Estado, pelos telefones (63) 3027-5223 e (63) 3027-5224.
Fonte: Comunicação SES -TO
