Celebrado nesta terça-feira (4), o Dia Internacional da Conscientização sobre as Corujas reforça a importância da preservação dessas aves, fundamentais para o equilíbrio ambiental. Em Palmas, a coruja-buraqueira (Athene cunicularia) é um dos principais símbolos da fauna urbana e faz parte da paisagem da capital, sendo facilmente encontrada em canteiros, parques e áreas com vegetação baixa.
Predadora natural de insetos, roedores e pequenos animais, a espécie exerce um papel importante no controle dessas populações, contribuindo para o funcionamento dos ecossistemas.
Diferentemente da maioria das corujas, a coruja-buraqueira também possui hábitos diurnos e costuma fazer seus ninhos em tocas no solo. Essa característica exige atenção da população para evitar intervenções que possam comprometer a reprodução e a sobrevivência da espécie.
Apesar de estar adaptada ao ambiente urbano, a ave continua sendo um animal silvestre. A orientação é que as pessoas não tentem alimentá-la, capturá-la ou tocar nos animais. Também é recomendado manter distância dos ninhos, evitar bloquear a entrada das tocas e impedir que cães e gatos se aproximem desses locais.
Segundo a diretora de Manejo e Proteção da Fauna Silvestre da Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebem), Bruna de Almeida, a convivência respeitosa é essencial para garantir a conservação da espécie.
“As corujas fazem parte da nossa paisagem e desempenham uma função muito importante na natureza. A melhor maneira de conviver com elas é observá-las de longe, sem oferecer alimentos e sem invadir seus ninhos. Quando respeitamos o comportamento natural da espécie, contribuímos para sua segurança e conservação”, destacou.
A secretaria também alerta que filhotes podem permanecer fora da toca durante o processo de aprendizado para voar, mas normalmente continuam sendo monitorados pelos pais. Por isso, a recomendação é não recolher os animais, exceto em casos de ferimentos ou quando estiverem em situação de risco.
Além de destacar a importância ecológica das corujas, a data busca incentivar a convivência responsável com a fauna silvestre e reforçar a preservação de uma espécie que se tornou parte da identidade ambiental de Palmas e do Tocantins.
Fonte: Jornal Sou de Palmas
