O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 8 de novembro, que é "altamente improvável" que precise ordenar um novo ataque contra o Irã. Segundo ele, a decisão depende do andamento das negociações sobre o programa nuclear de Teerã e da reabertura do Estreito de Ormuz. As declarações foram dadas em entrevista de 20 minutos à CNN, na qual ele repetiu a avaliação cinco vezes.
Acordo como condição
Ao ser questionado sobre uma nova ofensiva, Trump vinculou a medida à assinatura de um entendimento amplo com o governo iraniano. "Depende de eles assinarem ou não um acordo muito forte", disse o republicano, que também afirmou que a hipótese de uma ação militar é remota.
Trump disse que o Irã enfrenta grave crise econômica e citou uma inflação de 301% no país persa, sem apresentar dados de fonte independente na entrevista. Para ele, o governo iraniano está em colapso financeiro e foi atingido com força pelos ataques americanos.
Forças posicionadas e alvos identificados
O presidente afirmou que as Forças Armadas dos EUA estão preparadas para uma eventual retomada das operações e mencionou a presença de três porta-aviões na região, o mais recente deles recém-chegado. Ele também declarou que o país já identificou alvos de infraestrutura no interior do Irã, como usinas de energia e pontes.
Trump disse que poderia derrubar 38 pontes em uma hora, mas afirmou que prefere não destruir a infraestrutura civil iraniana, por considerar que a reconstrução levaria anos. Sobre a capacidade militar de Teerã, ele estimou que o regime mantenha cerca de 10% de seu potencial de mísseis e 15% da frota de drones, e disse que o sistema antiaéreo iraniano foi destruído. Essas estimativas são do próprio presidente e não foram verificadas de forma independente.
Impasse e movimentação diplomática
Oito meses após o início do conflito, os dois lados seguem em impasse, com poucas ações militares diretas e avanço lento nas conversas diplomáticas. Navios petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz continuam sendo alvo de ataques iranianos, segundo o relato da emissora.
A atividade diplomática se intensificou desde a última terça-feira, 3, após o fechamento das urnas das eleições legislativas americanas. Na sexta-feira, 6, o Catar informou que Trump telefonou ao emir Tamim bin Hamad Al Thani para discutir a desescalada. No dia anterior, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, falou com colegas de países da região e de outras nações, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Paquistão, Turquia e o próprio Catar.
Enquanto isso, o Irã tenta vender petróleo bruto no mercado internacional sob sanções americanas, e bilhões de dólares de ativos iranianos mantidos em bancos estrangeiros seguem congelados. Trump afirmou que os iranianos "querem muito fechar um acordo".