Pelo menos sete voos na Europa foram alvo de ameaças de bomba nesta terça-feira (3), em sequência a um alerta registrado na segunda-feira (2). Segundo a agência britânica Reuters, os episódios obrigaram algumas aeronaves a mudar de rota e levaram ao fechamento temporário de um aeroporto na Polônia. Nas inspeções concluídas, nenhum artefato explosivo foi encontrado.
Polônia: aeroporto de Modlin fica fechado temporariamente
Um voo da companhia aérea LOT, que partiu de Londres, foi desviado para o aeroporto de Modlin. A aeronave tinha como destino o aeroporto Chopin, na capital polonesa, Varsóvia.
O terminal de Modlin foi fechado enquanto o avião passava por inspeção. A administradora do aeroporto informou que nenhum explosivo foi localizado e que as operações foram retomadas em seguida.
Ainda segundo a Reuters, um voo da companhia SAS, que saiu de Copenhague, pousou normalmente no aeroporto Chopin. A administração do terminal disse que não havia explosivos e que a unidade seguiu em funcionamento.
Bulgária, Hungria e Espanha registram ocorrências
Em Sófia, capital da Bulgária, duas aeronaves pousaram após ameaças de bomba, segundo o The Guardian. Os voos vinham de Bérgamo, na Itália, e de Dublin, na Irlanda. Unidades antiterroristas fizeram buscas por possíveis explosivos nos aviões.
De acordo com o secretário-geral do Ministério do Interior búlgaro, Lyubomir Nikolov, as informações foram passadas à agência de notícias BTA. O mesmo jornal britânico informou que outros dois voos da Ryanair, um de Lisboa, em Portugal, e outro de Dublin, com destino a Roma, na Itália, também receberam alertas. Ambos foram confirmados como falsos.
Na Hungria, um voo da companhia Wizz Air que saiu de Londres com destino a Sófia foi desviado para o aeroporto de Budapeste após um alerta de bomba, conforme a Reuters. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa húngaro, Romulusz Ruszin-Szendi, em uma publicação no Facebook.
Na Espanha, o aeroporto de Múrcia, no sudeste do país, foi isolado após a notificação de uma ameaça de explosivo em um voo da Ryanair vindo de Manchester, na Inglaterra. As autoridades afirmaram que o alarme era falso, já que nenhuma bomba foi encontrada a bordo, e o aeroporto voltou a operar normalmente.