Um morador de Palmas afirma viver um verdadeiro impasse após deixar sua BMW 118i, ano 2009, em uma oficina especializada para realizar um reparo no motor. Segundo reportagem do g1 Tocantins, o cliente alega ter pago mais de R$ 26 mil pelo serviço, mas afirma que, após um ano e sete meses, ainda não conseguiu recuperar o veículo em condições de uso.
De acordo com a reportagem, o mecânico Kelvin Lucas contou que precisou comprar uma motocicleta para conseguir se locomover enquanto aguarda uma solução para o caso. Ele também afirma que continua pagando despesas como o IPVA do automóvel, mesmo sem utilizá-lo.
Ainda conforme o g1, o caso foi levado à Justiça, que teria determinado por duas vezes a realização do conserto e a entrega do veículo ao proprietário.
Oficina apresenta outra versão
Em nota exibida pela TV Anhanguera, a oficina Ruicar Imports informou que o veículo estaria pronto desde maio deste ano e que aguarda apenas a retirada por parte do cliente.
No entanto, Kelvin contesta essa versão. Segundo ele, ao tentar buscar o carro, encontrou o veículo com novos problemas, incluindo falhas no motor, faróis queimados e danos na pintura causados pela exposição ao sol e à chuva.
Multa judicial
Segundo a reportagem, diante do suposto descumprimento das determinações judiciais, a Justiça fixou multa diária de R$ 500 contra a oficina, limitada ao valor de R$ 15 mil.
O proprietário afirma que, além do prejuízo financeiro, enfrenta transtornos por continuar sem o veículo e precisar arcar com custos adicionais.
Caso segue em disputa
O advogado consultado pelo g1 explicou que, em situações semelhantes, o consumidor pode buscar na Justiça o cumprimento da obrigação ou até mesmo o ressarcimento dos valores pagos, além de eventual indenização por danos materiais, caso fique comprovado que o bem não foi devolvido em condições adequadas.
Até o momento, permanecem versões divergentes entre as partes: enquanto o proprietário sustenta que o serviço não foi concluído de forma satisfatória, a oficina afirma que o automóvel está pronto para ser retirado. O caso continua sendo discutido na Justiça.
Fonte: G1 Tocantins
